GREVE: Sem acordo entre SINPRO e SINEPE, alunos de Faculdades Particulares poderão ficar sem aulas

Em uma tentativa de acordo, realizada pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Particular do Estado de Rondônia (SINEPE-RO) e o Sindicato dos Professores de Instituições de Ensino Superior Privadas do Estado de Rondônia (SINPRO-RO) na tarde da última quarta-feira (06), da terceira rodada negociação não houve comum acordo.


A reunião iniciou-se com o presidente do SINPRO, Prof Luizmar Neves, fazendo comentários em relação a última contraproposta do SINEPE, assim trazendo à mesa uma nova contraproposta no piso salarial para 16% (dezesseis por cento) mais o piso salarial do curso de EAD e Semipresencial contidos na proposta inicial, mais os itens de números 2, 3 ,8, 9, 11, 12, 13, 16, 20, 22 e a manutenção das demais cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) anterior.


A contraproposta de pronto foi negada pelo SINEPE, que logo em seguida apresentou uma nova contraproposta ao SINPRO, quais foram: Reajuste salarial de 11,07%, sendo 5,82% em salários e 5,25% em vale refeição e ainda se propôs a rediscutir sobre a hora-aula atividade de exercícios de funções concomitantes a de professor. 


O SINEPE ressalta ainda que as faculdades particulares não suportarão gerenciar e pagar um plano de saúde hospitalar, nem mesmo em porcentagem inferior ao reivindicado pelo SINPRO, pois a crise afetou também as faculdades particulares, principalmente, e pede a flexibilização do entendimento aos professores e ao SINPRO.


O Prof. Luzimar Neves, presidente do SINPRO, após consultar a sua diretoria e aos professores afirmou: “A proposta de reajuste melhorou mas precisamos de algo mais para que possamos amenizar as percas passadas que foram de grande proporção”. “Mesmo se tivéssemos um reajuste de 100% para os professores, ainda seria pouco, pois esta categoria deveria ser a mais valorizada do país. Somos formadores de opinião e se educar é transformar, então é o professor que faz toda a diferença neste desafio”, ressalta.


Uma greve não está descartada, mas só acontecerá se não houver acordo na próxima reunião e na mediação com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), finaliza o presidente. A quarta rodada de negociação está agendada para o dia 13/04 às 16h00min na sede do SINPRO.

 

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