Frente de Educação discute desmonte, financeirização e privatização do setor

A Plenária da Frente Nacional Popular de Educação (FNPE) debateu o desmonte da educação superior, sua financeirização e privatização. A coordenadora da Secretaria de Assuntos Educacionais, Adércia Bezerra Hostin dos Santos, defendeu que o setor privado “existe para oferecer a quem tem o capital usufruir de qual é o segmento, qual é a religião, qual é o caminho que quer seguir. Mas a educação pública deve ser gratuita, laica e de qualidade”. Segundo Adércia, “quando a gente trata do ensino privado, precisamos desmistificá-lo. Ele não é o único pólo de garantia de qualidade”.

A mesa foi coordenada por Lucília Augusta Lino, presidenta da Associação Nacional Pela Formação de Professores (ANFOPE). Natália Duarte, da CNTE, disse que a financeirização e mercantilização são um “fenômeno mundial, de ataque às conquistas sociais e direitos humanos numa dualidade de certo-errado, etnocentrismo, machismo. O recrudescimento do capitalismo financeiro no século XXI leva à crise mundial”.

Gil Vicente Figueiredo, do Fórum dos Professores de Instituições Federais do Ensino Superior (Proifes), considerou que “expandir o fórum é muito importante para que a gente possa enfrentar com a maior força e articulação esse governo que vem por aí”.

Rafael Pereira, da Fasubra, alertou que “o desmonte do ensino vem ocorrendo de duas maneiras: da maneira econômica, que tem a ver com a disputa do fundo público; e, com a massificação da educação, ocorre a transferência de recursos para a iniciativa privada”.







 
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