Faculdades particulares apresentam 4,5% de reajuste aos professores

Na 2ª rodada de negociação, ocorrida na tarde da última quarta-feira (08/04), na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Rondônia (SINTTRAR), entre o Sindicato dos Professores de Instituições de Ensino Superior Privadas (SINPRO), representado pelo seu presidente Luizmar Oliveira das Neves e demais diretores, e o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Particular (SINEPE), representado pelo seu Presidente Antônio Lúcio dos Santos e demais representantes das Instituições de Ensino Superior Privadas presentes, surgiu uma contraproposta do patronato que apresentou por escrito através de ofício um índice de reajuste de 4,5% com a alegação de que várias faculdades tiveram que reduzir suas mensalidades por conta da regulamentação do MEC que bloqueou o FIES para as instituições que reajustassem a mensalidade acima de 4,5%, somando-se a isto, ressaltaram que houve perda de novas matrículas devido à crise econômica e por conta da limitação de novos contratos por parte do MEC-FIES e que alguns itens apresentados na proposta do SINPRO cabem discussão entre eles o Piso Salarial dos Professores.

O SINPRO discutiu sobre os valores da hora/aula praticados abaixo do mercado e sobre os anteriores reajustes salariais dos professores com índices bem abaixo da inflação acarretando uma grande defasagem salarial, ainda solicitou que o SINEPE construísse uma contraproposta efetiva de um piso, em seguida o patronato apresentou o valor de R$ 19,50 para o piso salarial e 4,5% de reajuste para os professores que receberem acima deste piso, mais a manutenção das cláusulas da convenção anterior.

O SINPRO não aceitou e fez uma contraproposta de R$ 34,00 para o piso salarial, reajuste de 7,43% para os professores que ganharem acima deste piso, plano de saúde odontológico, pagamento de uma multa para os professores que forem demitidos nas férias, bolsa para professores em graduação ou pós graduação e discussão das demais cláusulas sociais contidas da minuta.

A próxima reunião será realizada dia 14/04 conforme acordado em ata, caso não haja acordo após esta reunião o resultado será levado em assembleia com os professores, pois será a penúltima antes do SINPRO solicitar ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) uma mediação que poderá ocorrer em duas reuniões.

O impasse permanece após duas rodadas de negociação; sendo que a reivindicação inicial dos professores era de um piso de R$ 38,85 e 8,5% para os que ganhassem acima deste piso, e ainda, outras reivindicações que compõe a pauta, sendo as principais delas um auxílio transporte no valor de R$ 180,00; plano de saúde hospitalar; plano de saúde odontológico, bolsa para graduação e pós graduação para os professores e descontos de 50% para dependentes. A pauta de reivindicação foi aprovada por 100% dos professores presentes na assembleia que construiu a proposta.

Para o presidente do SINPRO, Prof. Luizmar Neves, o sindicato fará todo esforço possível para conseguir chegar a um acordo com as instituições. O resultado final será submetido à categoria em assembleia. "Uma greve nunca está descartada, mas ela só acontecerá em último caso, se a intransigência das instituições não permitir o fechamento do acordo, esta diretoria é organizada e lutará com todas as armas para conquistar os benefícios que deixaram de ser ganhos no passado. As instituições nunca tiveram que negociar assim antes e acreditam que os professores não irão aderir a uma greve caso aconteça, o sindicato, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (CONTEE) têm seus meios de mobilização de sua categoria e de parceiros que ajudam quando acontece movimento grevista, posso afirmar com veemência que este movimento será inédito e com grandes proporções caso aconteça”, ressalta o sindicalista.

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