SINPRO realiza protesto e professores da ULBRA poderão entrar em greve

O Sindicato dos Professores de Instituições de Ensino Superior Privadas (SINPRO) realizou na noite desta quarta-feira (25) um protesto em frente à faculdade Instituto Luterano de Ensino Superior (ULBRA) em Porto Velho, onde informou aos alunos o que há tempos vem acontecendo com os professores da Instituição. Seus salários estão atrasados e quando são pagos é dividido em até três vezes, um terço de férias e os encargos sociais não são depositados corretamente, reclamam que esta prática vem acontecendo há tempos criando uma situação insustentável.

A ULBRA já foi notificada via ofício para se manifestar sobre os atrasos e não recolhimento de encargos, mas não houve nenhum contato com o sindicato que busca uma solução negociada e está até o momento sem resposta. A partir de agora o SINPRO iniciará o processo legal de deflagração de greve por tempo indeterminado, conforme o previsto na Lei 7.783/89, a qual poderá ocorrer na próxima semana caso a ULBRA não faça um acordo para cumprir com suas obrigações contratuais com os professores.

O sindicato promete intensificar a mobilização da categoria, além de conscientizar os alunos para apoiarem o movimento, visando garantir um movimento grevista forte e unido, capaz de sensibilizar a ULBRA para uma solução que traga respostas concretas. “Lamentamos muito os transtornos e prejuízos que os alunos poderão sofrer, mas não podemos aceitar atrasos de salários e demais benefícios por causa de uma situação operacional da instituição”, ressaltou o presidente do SINPRO, professor Luizmar Neves.

O Sindicalista chamou a atenção para o fato de que “as instituições de Porto Velho e Ji-Paraná tem recursos próprios e suas receitas certamente são maiores que as despesas; sendo que os professores e demais trabalhadores deveriam receber primeiro e só depois os recursos excedentes seriam enviados para matriz, que fica em Canoas-RS, ao contrário do que é feito atualmente, o que deixa a administração local sem qualquer autonomia financeira”.

O protesto contou com o apoio do sindicalista Itamar Ferreira Presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Antônio Carlos da Silva presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (SINTTRAR) e Diego Gimenez representante do Movimento Estudantil. Uma assembléia geral da categoria será realizada neste final de semana para deliberar sobre o indicativo de greve por tempo indeterminado.

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